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17 fevereiro, 2009

Resenha do Capítulo: As características fundamentais da imagem fílmica. In: A Linguagem Cinematográfica.

Filed under: 1 — Massa @ 8:41 pm

Martin, Marcel.[trad. Paulo Neves] As características fundamentais da imagem fílmica. In: A Linguagem Cinematográfica. São Paulo: Editora Brasiliense, http://www.millarch.org/artigo/linguagem-das-imagens2007, 2ª edição, págs. 21 a 29. O francês Marcel Martin é crítico de cinema e durante muitos anos foi secretário geral da Federação Internacional da Imprensa Cinematográfica. É também autor de livros e estudos das obras de estudos das obras de Jean Vigo (1905-1934) e Charles Chaplin (1889-1977). 2

No capítulo ‘As características fundamentais da imagem fílmica’ – primeiro capítulo do livro de Marcel Martin – o texto é construído a partir da apresentação da imagem como o elemento básico da linguagem cinematográfica, enquanto fator de construção da narrativa e responsável pela reprodução da realidade por meio de uma aparelhagem técnica e, também, pela busca de expressar o sentido desejado pelo realizador do filme.

A imagem pode ser considerada produto bruto e objetivo a partir do registro obtido por um aparelho mecânico. Dessa forma a imagem fílmica é vista a partir de uma percepção objetiva, realista e dotada de todas as aparências da realidade, uma vez que inclui movimento, som e cor. Para o espectador o sentimento de realidade produzido induz a crença da existência objetiva do que se mostra na tela. Relacionada à palavra a imagem tem uma significação precisa e limitada, e provoca uma defasagem causada pela generalização que se opera na consciência do espectador. Isso ocorre porque o espectador transforma as idéias sugeridas em abstração, graças ao que o texto denomina de montagem ideológica, ou seja, por meio da ligação das imagens entre si.

Duas características da imagem a tornam uma reprodução do real: primeiro sua reação unívoca e seu realismo instintivo que, de acordo com Marcel Martin, produz aspectos precisos e determinados da realidade, únicos no espaço e no tempo. Segundo, porque está sempre no presente da percepção e da consciência do espectador; uma vez que a distância temporal se dá apenas pelo julgamento do espectador capaz de estabelecer planos temporais na ação do filme.

O texto destaca que toda a imagem de um filme está no presente; passado e futuro nos são sugeridos por meio de signos cinematográficos que apreendemos a conhecer. É a partir dessa percepção que captamos o cinema como um sonho, um verdadeiro devaneio construído enquanto estamos acordados, como um fenômeno psíquico.

A câmera tem a função de um instrumento de registro apenas em filmes técnicos, científicos ou em documentários. Quando há a avaliação do observar, o que o autor denomina de equação pessoal, ou a visão particular de cada um, há também uma valoração que envolve a visão particular de cada espectador. Por outro lado, no processo de criação a influência do diretor é que conduz a criação das imagens. Essa realidade apresentada é então fruto da maneira como o diretor quer reconstruir a realidade para se exprimir, tanto no que diz respeito aos sentidos como no que está relacionado às idéias que busca exprimir.

Com relação à estética de um filme, as sensações são criadas a partir dos recursos que a câmera oferece: som ou a ausência do mesmo, música, iluminação artificial, diferentes tipos de enquadramentos, movimentos de câmera, retardamento e aceleração são apontados no texto como fatores que definem a estética de uma obra cinematográfica.

A partir destes recursos, que segundo o autor, provocam o adensamento do real, o cinema enquanto arte tem o poder de encantar o espectador. Assim, citando o escritor Henri Agel3 , o autor define que o cinema é intensidade em particular, uma vez que o primeiro plano tem a força de exibir uma imagem determinada do real, ao mesmo tempo em que a música reforça o poder de absorção da imagem. É intimidade, porque ainda graças ao primeiro plano a imagem nos faz absorver seres e coisas; e é ubiqüidade, porque nos transporta pelo espaço e pelo tempo e recria a duração e a continuidade na cabeça do espectador.

Enquanto o diretor imprime ao filme sua visão artística da realidade, o público se envolve com esse realismo aparente. Isso ocorre porque a imagem possui o que o texto destaca como um coeficiente emocional e emotivo valorado da realidade. Esse sentido de ‘fotogenia’, qualificado por Louis Delluc4 como o sentido poético que o cinema revela as pessoas, comove o espectador do filme mais do que a realidade.

No plano da significação a imagem vai reforçar a materialidade do fato bruto que reproduz, uma vez que ela apenas apresenta o fato, mas não o representa. Isso ocorre porque no cinema a imagem está carregada de sentido duplo e dos mais variados tipos de significados estabelecidos a partir da manipulação da imagem, denominada pelo autor de dialética interna da imagem e definida a partir da criação de um contraste e de uma dialética externa, fundamentada na montagem. Estes dois recursos que muitas vezes não são percebidos pelo espectador envolvem palavras e conceitos que o espectador precisa apreender a ler, segundo enfatiza Marcel Martin.

O texto destaca ainda que a imagem só faz sentido a partir de um contexto mental do espectador que envolve cultura, gosto, grau de instrução, formação moral, política e social, preconceitos e ignorâncias. Esses fatores influem diretamente no entendimento ou não da obra proposta, demonstrando que a imagem apesar de ser exata na sua representação figurativa, pode também se tornar ambígua na sua interpretação.

A interpretação depende, contudo de uma crítica interna inequívoca e de uma crítica externa baseada na concepção de mundo e personalidade do diretor que podem indicar o que ele quer expressar, tornando a imagem um veículo ético e ideológico.

O autor enfatiza o caráter excepcional da percepção fílmica a partir da atuação afetiva e inteligível, que esteticamente está baseado primeiro na reprodução do real, seguida da capacidade de despertar os sentidos e finalizada pela produção de um significado ideológico. Citando o cineasta Eisenstein5 o autor destaca o conceito de que a imagem nos conduz ao sentimento e desse a idéia; ainda que muitos espectadores jamais consigam chegar a entender o mundo das imagens e chegar ao mundo das idéias.

Marcel Martin finaliza o texto ressaltando que a atitude estética presume o entendimento claro do poder de persuasão afetivo das imagens e depende do grau de discernimento do espectador para perceber que está diante de uma representação. O espectador deve conservar sua liberdade de participação e manter claro fato de o cinema ser uma arte e não uma mágica.

Referências Bibliográficas

MAURAUX, André. Esboço de uma psicologia do cinema. Paris: Galimard, 1946.

Internet

http://www.millarch.org/artigo/linguagem-das-imagens,

http://www.millarch.org/artigo/linguagem-das-imagens

http://www.mnemocine.com.br/oficina/vanguardafrancesa.htm

http://www.terra.com.br/cinema/favoritos/eisenstein.htm

5 dezembro, 2008

Abertura dos Portos!!!

Filed under: 1 — Massa @ 1:14 am

A partir de hoje, decidimos tornar este um Blog público!

Aos colegas de classe, agredecemos a colaboração e pedimos que continuem colaborando e pesquisando aqui.

Não iremos nos estagnar nas férias, estamos elaborando alguns ajustes e contamos com os comentários de todos…

Ajude-nos a fazer uma cobertura informativa ainda melhor. Faça-nos chegar as suas idéias e sugestões!!!

Não tranquem suas idéias !!!!!!! Compartilhem-nas com a gente!

Guardar –
Antonio Cícero

Guardar uma coisa não é escondê-la ou trancá-la. Em cofre não se guarda coisa alguma Em cofre perde-se a coisa à vista Guardar uma coisa é olhá-la, fitá-la, mirá-la por admirá-la, isto é, iluminá-la ou ser por ela iluminado Guardar uma coisa é vigiá-la, isto é, fazer vigília por ela, isto é, velar por ela, isto é, estar acordando por ela, isto é, estar por ela ou ser por ela. Por isso melhor se guarda o vôo de um pássaro Do que pássaros sem vôos. Por isso se escreve, por isso se diz, por isso se publica, por isso se declara e declama um poema: Para guardá-lo: Para que ele, por sua vez, guarde o que guarda: Guarde o que quer que guarda um poema: Por isso o lance do poema: Por guardar-se o que quer guardar.

26 novembro, 2008

Filed under: 1 — Massa @ 9:38 am

Como ninguém mandou para o Blog as perguntas que pedimos por e-mail, mesmo a vice-representante de classe relembrando há cerca de 10 dias atrás, postaremos apenas as questões do nosso grupo.

Espero que ajude…

O artista como etnógrafo

Em seu texto de 1934, “O autor com produtor’, Walter Benjamin conclama artistas para trabalharem, juntamente com o povo, para mudarem as técnicas da mídia tradicional e transformarem a cultura burguesa em cultura do proletariado. Como explicar essa proposta de Benjamin?”.

No ensaio “O autor como produtor” Benjamin defende a tomada de consciência do autor para a situação em que se encontra. Como produtor, o escritor está a serviço de certos interesses de classes. O escritor progressista deve reconhecer isso e tomar partido ao lado das classes revolucionárias.

Desta forma, em sua batalha política no campo da arte, o autor que se reconhece como produtor deve romper com o simples modismo “que transforma a luta contra a miséria em simples artigo de consumo” sendo a imprensa, por proporcionar a quebra da barreira entre autor e público, um importante campo de atuação.

O autor proclama o declínio da divisão de trabalho entre produtores culturais e o público de consumidores, ele faz eco à posição da Proletkult, as organizações culturais proletárias dos anos 20 que, ao advogar o “amadorismo criativo”, alinharam-se contra o  elitismo cultural do Partido.

Benjamin busca a contra-resposta na “politização da arte” do comunismo. Se o fascismo oferece às multidões a sua própria destruição como um “prazer estético de primeira ordem”, o comunismo responde com uma arte que visa levar as massas a romperem com a sua passividade, que provoque nelas os choques que trarão à tona faíscas de um intelecto apagado pelas cinzas da auto-alienação.

A resistência política inclui o debate de categorias de pensamento. Se os regimes autoritários podiam cooptar intelectuais e artistas, para consolidar estratégias de legitimação e dominação, o pensamento de resistência deveria entrar em um confronto de conceitos, elaborar conceitos não apropriáveis pelo mal.

Arte e Teoria na Idade dos Estudos Antropológicos

Hall Foster destaca que um dos compromissos da arte do século XX esteve dedicado às políticas de alteridade. O que dá margem à antropologia, reconhecida como a ciência da alteridade a se tornar, junto com a psicanálise, ciências cujo caráter discursivo realiza trocas simbólicas. Nessa antropologia dois modelos contraditórios dominam a arte contemporânea e a crítica. Quais são?

De um lado, segundo Foster, uma velha ideologia do texto, da mudança na lingüística, em 1960, que reconfigurou o social como ordem simbólica e/ou sistema cultural, promovendo a morte do autor; e por outro lado à entrada do referente, que mudou o contexto e a identidade de paradigmas e objetos críticos do texto. Essas mudanças confundem o compromisso discursivo de estudos culturais e do novo historicismo e explicam o trabalho interdisciplinar de um passado recente, criando dois problemas: um metodológico e outro ético. Como resultado os campos de atuação se confundem  e estabelecem discursos falsamente inovadores.

17 novembro, 2008

Memórias das aulas do Paulo!

Filed under: 1 — Massa @ 4:52 pm

Tomei a liberdade de invadir os posts de arte contemporânea com algumas anotações realizadas na aula do professor Paulo. Como muitos haviam pedido, espero que ajude na hora da prova!

Mapeamento (Deleuze e Guattari)

 

Mapa não é representação, é o processo que auxilia na aquisição de conhecimento. Os mapas não são só espaciais são temporais.

O mapa é mais importante do que a representação:  A computação mapeia o tempo.

Para o pintor romântico é algo que está além. A natureza é um pretexto.  Turner: pintor, ver as paisagens.

 

A visualização de Lev Manovich

 

            A visualização dinâmica de dados  é uma manifestação cultural recente tal como a interface gráfica e a simulação. Tais características tornam o ambiente computacional especialista em mapeamento, afinal a tradução de dados em outras formas de representação é uma de suas mais notáveis habilidades.

            A computação portanto, amplia o conceito de representação e ainda “mapeia” um tipo de representação em outro como por exemplo, sons em imagens. O mapeamento tornou-se uma estratégia importante para promover o surgimento de novos paradigmas em todas as áreas do saber e vem contribuindo para grandes descobertas importantes na ciência.

            No entanto é preciso destacar que mapeamento e visualização são fenômenos distintos. Enquanto a visualização se trata da transformação de dados não-visuais em imagens, o mapeamento é um conceito muito mais amplo, onde a representação não se restringe à visualização, ao contrário, outras formas representacionais podem ser privilegiadas graças ao código numérico típico da linguagem computacional.

 

Meta-mídias:mídia + software

 

            O mapeamento pode ampliar a mídia além de sua estrutura original ampliando o alcance da linguagem, através da computação e fazendo uso de recursos operacionais que a mídia original não é capaz de oferecer. Esta reconfiguração das mídias em uma interface dotada recursos típicos das interfaces de informação, a meta-mídia, representa a mais atual fronteira da arte das novas mídias.

 

Exemplos de meta-mídia:

 

Steve Mamber – Mapeamento de Obras cinematográficas

Art+Com – Invisible Shape of Things Past

 

 

 

Modernismo de dados: a visualização de dados como uma nova abstração

 

Mapear um conjunto de dados em outro, ou de uma mídia em outra é uma prática típica da computação e muito comum na arte das novas mídias. O projeto Live Wire de Natalie  Jeremijenko se destacou como um dos primeiros do gênero que se situa nos limites entre a arte e a ciência. O mapeamento de dados responde por uma das áreas mais interessantes da arte da mídia digital.

            A arte das novas mídias possui uma interessante afinidade com a arte moderna do início do século XX. A exemplo dos artistas modernos, que a partir do caos das cidades recém transformadas pela tecnologia da velocidade mapearam a visualidade na abstração, os artistas atuais traduzem a tecnologia digital e seus complexos procedimentos técnicos, por vezes, obscuros e invisíveis, em uma nova abstração visual.

 

Artistas:

 

John Simon (Cruzamento entre as novas mídias e a arte moderna)

Lisa Jevbratt (Obras de arte engajadas com softwares comerciais)

 

Mapeamento de dados como anti-sublime

 

Há uma relação de comparação importante na arte de visualização de dados e a arte romântica. Trata-se de uma relação entre o “sublime”, perseguido pelos românticos e o anti-sublime representado pelos artistas das novas mídias.

            Os artistas românticos consideravam alguns fenômenos incapazes de serem representados, algo além dos sentidos humanos – o sublime. Por outro lado, os artistas da visualização de dados buscam mapear tais fenômenos a partir de representações  acessíveis à percepção humana – o anti-sublime.

 

 

Escolhas arbitrárias x escolhas motivadas: a Teoria da Deriva

 

            A racionalidade da linguagem computacional e sua facilidade em mapear qualquer conjunto de dados em outro, torna o processo de escolha do mapeamento um processo arbitrário, a não ser que o artista lance mão de processos especiais para motivar suas escolhas neste mapeamento.

            Para vencer a questão da arbitrariedade é preciso que o artista determine sua intenção ao escolher um mapeamento específico. Muitas vezes, a intenção do mapeamento pode optar pelo método a partir da irracionalidade como a exemplo da teoria da deriva praticada pelos situacionistas.

 

Resenha que encontrei sobre o texto da Lúcia Leão:

 

 

Cibernarrativas ou a arte de contar histórias no ciberespaço.

 

 Lúcia Leão aborda o surgimento de novas leituras para o modelo de narrativa habitual. Com a propagação das redes de informação e dos suportes tecnológicos, abrem-se outros caminhos para comunicação; em especial para as narrativas não-lineares, aqui chamadas de cibernarrativas.

 

De certa forma a experiência de flanar é o que se pretende no modelo de cibernarrativas abordado pela autora: Leituras não-lineares ou multi-lineares, diversos entendimentos sobre uma mesma narrativa. Fugindo um pouco aos exemplos de Sterne, Cortazar e Pavic citados no texto, posso citar a coleção de livros-jogo, Aventuras Fantásticas que misturavam os conceitos de RPG e dos livros-interativos da época (1982). Ao final de cada parágrafo, o leitor é convidado a escolher entre algumas opções que o levam para um caminho diferente dentro da trama e em alguns casos ate mesmo é necessário contar com a sorte através da jogada de dados.

 

Partindo da idéia de que escrever é “sedimentar, expandir e fixar” ela fala como a imprensa foi importante no processo de reprodução e distribuição das informações e em como é abordada a adaptação da narrativa literária para a linguagem cinematográfica (ora buscando fidelidade narrativa, ora captando a essência da trama para propor experimentos narrativos).

 

Na tentativa de encontrar as propriedades das narrativas no ciberespaço, esclarece que o ponto comum entre elas é fundamentação no modelo de hipertexto. Possibilitar múltiplos pontos de vista é o foco das cibernarrativas e a conexão de idéias proposta no modelo do hipertexto permite sua leitura de forma não-linear, seja alterando a ordem da construção de sentido, seja complementando a idéia inicial. Fica explicita a criação de uma rede de significações. Os modelos de narrativas hipertextuais citados pela autora são as narrativas bifurcadas, rizomáticas, cine-escritas e as baseadas em bancos de dados. Ao conceito de hipertexto também se pode atribuir o intercâmbio de narrativas entre diversas linguagens (narrativas adaptadas ao cinema, narrativas fotográficas, imagens transformadas em literatura…) ou pelas chamadas novas mídias.

A cibernarrativa recontextualiza a maneira como se contavam histórias, encontra resignificações através do uso da rede e redefine a utilização de dispositivos. Acredito que essa discussão é infindável considerando a capacidade de renovação do conteúdo e informações disponíveis em uma rede e a própria renovação que acompanha a obsolência tecnológica. Assim como o homem inventou a roda, a roda se reinventou e se transformou em esteiras e rodas-gigantes, porém o intuito sempre foi o mesmo: continuar rodando.

 

9 novembro, 2008

Conceitos abordados em 06.11.08

Filed under: Início — Massa @ 11:33 pm

A abordagem sobre a pós-modernidade foi iniciada a partir do conceito de aceleração e compreensão do tempo, da reconfiguração do tempo e do espaço fragmentado pela sociedade de consumo e as novas tecnologias e comunicações que trouxeram para a arte uma percepção a partir do estranhamento, da linguagem onde tudo interessa, do aqui e agora. Para Fernando Cocchiarale o espaço é uma rede de instituições, onde os próprios critérios-chave da estética moderna, do novo, da ruptura e da vanguarda são desconsiderados pelo pós-moderno.  Dessa forma, já não é preciso inovar nem ser original, e a repetição de formas passadas é incentivada. Cocchiarele contesta, ainda, a hipervalorizaçao das obras de arte hoje enquanto mercadorias.

Para Anne Cauquelin, a sociedade moderna gira entorno do consumo, enquanto que a sociedade pós-moderna está apoiada nas novas comunicações. Entre as questões que se colocou estão o que é a arte hoje e qual é o papel do observador?

A não figuração possibilitou uma abertura para o que é subjetivo, permitindo que o observador reflita e resignifique a obra a partir de seu repertório. E a arte contemporânea surge como pluralidade, levanta questões sobre o tempo, registro desse tempo e o que é efêmero. Pede atenção do expectador para que ao analisá-la este observador reflita sobre o tempo da obra e/ ou, o seu tempo inserido dentro da historia.

Outra questão pertinente  diz respeito ao curador e seu papel. Quem insere as obras no espaço cultural? O valor de uma obra está relacionada ao nome de quem a fez? ( um exemplo é a analise feita por Tadeu Chiarelli a partir da obra de Nelson  Leirner – “ porco”). Esta ação também levanta outras questões como: no Tempo da obra ( pequeno Tempo) o que prevaleceu, o que causou mais impacto, a ação do artista ou o impacto visual da “obra” nomeada por ele e aceita pelos organizadores?

Podemos pensar também a relação dos materiais com as obras os suportes, as ferramentas, a matéria e a estrutura das obras com o meio. (pensar na obra de Henrique Oliveira).

    A arte digital surge como uma nova modalidade de artista: o artista inventor. Ele faz a concepção do projeto, terceiriza a montagem desse projeto e necessita do público para que a obra se realize. A Bienal e a proposta de refletir o vazio foi citada como reflexão sobre o fluxo entre periferia e centro e com a tensão estabelecida entre público e privado.

    Outra questão levantada foi a da quantidade de estímulos que hoje recebemos, que levou a reflexão sobre ser a pichação: uma transgressão, uma cenografia do presente, ou ainda a tensão entre esta periferia e o centro?

Hoje mais do que em outros tempos nos apoiamos na história. Mas torna-se cada vez mais necessário estarmos abertos às novas possibilidades que surgem na contemporaneidade.

5 novembro, 2008

Conceitos abordados em 30.10.08

Filed under: Início — Massa @ 11:59 pm

O seminário foi aberto levantando uma discussão sobre como uma guerra pode influenciar a produção artística de um país. Foi abordada a forma com que os governos fascista e nazista lidavam com a arte e também comentado que nos anos 30, o auge da produção moderna, muitos artistas europeus precisaram mudar de país. Muitos deles acabaram indo para os EUA.

Foi abordada a questão do “Nu descendo a escada”, de Duchamp, onde os cubistas não consideravam a obra legitimamente cubista, e muito menos os futuristas consideram a obra futurista. Em contraponto ao esgotamento cultural europeu, os americanos após a 1ª guerra mundial encontravam-se em um momento propício, graças ao capitalismo em ascenção.

Outro assunto abordado foi o surgimento das neo-vanguardas que retomaram alguns conceitos das vanguardas. Surgiu também o grupo FASE, na França, no início da década de 50, retomando o surrealismo. Este grupo era discutido pela revista FASE.

Klein, por sua vez, repercurte o pensamento de Kandinsky, que é considerado o pai do abstracionismo e não se considera um pintor abstracionista, uma vez que trabalhava com a concretude das cores e das formas.

Nos anos 60 e 70 foi dada ênfase a diversos movimentos: arte bruta (Jean Dubuffet, André Breton,crítico); arte existencial (Francis Bacon, Alberto Giacometti); abstração orgânica (Henry Moore); arte informal (M. Tapié, Hans Hartung); expressionismo abstrato (Willem de Kooning, Mark Rothko, Jackson Pollock, David Smith); CoBrA; arte cinética (Alexander Calder, László Moholy-Nagy); neodadá (Robert Rauschenberg, Jasper Johns); novo realismo (Yves Klein); assemblage; arte pop (Andy Warhol, Roy Lichtenstein, Davis Hockney); arte performática – happening (Yves Klein, Julio Le Parc); Fluxus (Yoko Ono, George Maciunas); arte op (Victor Vasarely); abstração pictórica (Frank Stella); minimalismo (Donald Judd) e, por fim, arte conceitual (Joseph Kosuth, Joseph Beuys). Em paralelo com a arte estava acontecendo: o movimento hippie; Os manifestos dos negros; John Kenedy lutava pela fim da discriminação racial e foi assassinado; Surgimento da ARPANET. A performance e a Body art surgem como uma modalidade das artes visuais.

Foi dada ênfase ao grupo Fluxus, surgido no início da década de 1960, era composto por músicos, artistas plásticos e poetas, unidos pela crítica ao vigente mercado de arte. Inspirados em movimentos como o Dadaísmo, o Surrealismo e o Construtivismo Soviético, os participantes de Fluxus, trocavam idéias, criavam eventos artísticos inovadores e, através de correspondências, construíram uma rede de interação artística hoje só possível através da internet. Em suas criações, estão presentes as primeiras experimentações com a Arte Conceitual, performances, obras de arte-postal, livros de artista e manifestos nos quais fica claro o posicionamento em favor de uma arte antiintelectual, em estreita conexão com a vida cotidiana.

Em paralelo com os problemas no mundo no Brasil neste período estava sendo construída Brasília. O movimento concretista surgiu com a I Bienal de São Paulo. Seu principal crítico foi Mário Pedrosa e os principais representantes do grupo Ruptura em São Paulo foram: Augusto de Campos, Haroldo de Campos, Décio Pignatari foram Waldemar Cordeiro, Geraldo de Barros, Luis Sacilotto, entre outros. E os principais representantes do Grupo Frente no Rio de Janeiro foram: Ivan Serpa, Abraham Palatnik, Lygia Clark, entre outros. Em oposição aos concretistas surge o Neoconcretismo e Ferreira Goullart conceitualiza o movimento. Ocorre também também a retomada de de uma nova figuração com o popcreto, a arte concreta semântica.

Frederico Moraes capitaneia a Arte Guerrilha. Os termos guerrilheiro ou guerrilha foram fertilmente empregados para se referir àqueles artistas que durante as décadas de 60 e 70 tomaram uma posição de tensão e reação frente à política da arte dentro dos circuitos institucionais. Tanto os materiais e meios utilizados na feitura de seus trabalhos quanto as suas estratégias artísticas assumiram caráter inusitado, verdadeiros refugos contra a banalização e hiperestetização. Este movimento foi bastante efêmero devido à repressão da ditadura. Devido ao golpe militar, em 1964, os movimentos artísticos tomaram para si a oposição à repressão e o autoritarismo político que ocorria na época.

30 outubro, 2008

Resumo relativo ao 3º seminário

Filed under: Início — Massa @ 12:26 am

O objetivo do trabalho é traçar uma linha entre quatro correntes que parecem propagar-se em separado no pós-moderno, ou na chamada era da informática1: A arte do espetáculo (movido pelo mercado das artes), a Arte Conceitual (arte corporal, performática, narrativa e arte da idéia), Arte Independente (arte autônoma, pública) e Arte e Tecnologia (arte das novas mídias digitais). Para isso, primeiramente, recorremos às palavras de críticos, historiadores e escritores de arte, para fundamentar o início da arte pós-moderna e como ela se sucede no decorrer do tempo. Escolhemos assim, artistas que se destacaram em cada ‘movimento’, com opiniões especializadas de críticos sobre esses artistas e das galerias e museus que foram importantes para os mesmos e serviram de intermédios entre artistas e o público, tanto como exposição quanto o de negociação. É importante esclarecer, que essa divisão dessas ‘supostas’ quatro correntes, partiu do grupo por meio de classificações que visamos entre diversos artistas consultados. Com isso, o trabalho irá esclarecer a arte pós-moderna nessas subdivisões, assim como ocorre desde a renascença até os vanguardistas dos movimentos modernos do início do século XX. Tentaremos também, esclarecer a pergunta de Lisette Lagnado: “De quem somos contemporâneos?” e outra que todos os pensadores procuram achar resposta “Qual será o rumo das artes nas próximas décadas?”.

A arte acompanha a história, o homem, a sociedade até os dias atuais e é incerta para dias futuros. De fato o que sustenta a arte é o tempo, que dá conta de apontar o que perdurará no campo visual e intelectual, ou basicamente, mostrará se determinadas obras terão vida longa ou simplesmente se esgotarão visual e conceitualmente. A arte é contínua e se redescobre cada vez mais, a fim de poder ser lapidada e pensada por qualquer ser humano, ela não necessita mais da superação que as vanguardas almejavam, não é necessária agora uma competição de valores e uma “desautomatização” de pontos de vista.

Porém, antes de avançar esta análise, é necessário definir o que se “entende” por arte contemporânea. É certo que nem toda arte produzida hoje pode ser classificada como contemporânea, independente de sua designação denotativa que atribuí como produto tudo que é realizado neste momento, na contemporaneidade.

Autônoma as instituições que a classificam, a arte está vinculada ao mercado, o que não implica em seu valor, se é boa ou ruim, mas sim, por onde ela passa e quem a justifica; começando pelo marchand que vincula o nome do artista as grandes galerias e museus, e por fim o crítico que escreve sobre a obra e o artista. Substituindo, assim, os critérios seculares por um novo critério: o bom trânsito na mídia.

A arte já não se explica por si própria, é necessária a atuação do público como observador ativo que traduz e explora as possibilidades da obra, por meio de sua interação ou estranhamento.

Entretanto, também é cada vez mais preciso um texto que reflita sobre a obra, para tentar ordenar e traduzi-la ao público.

É porque, segundo Kant, as categorias e regras, pelas quais unificamos os fenômenos dispersos na experiência, são exigências do nosso espírito.

Ao apresentar a arte contemporânea, mas como algo que está presente em nosso dia a dia, nas mídias, nas ruas, não só mais nos espaços de museus e galerias, sua democratização, cria-se a possibilidade de desenvolver a arte sobre uma linguagem que a legitima. Os artistas refletem sem necessidade de grupos intelectuais específicos que parecem estar sozinhos à frente de todo resto da sociedade.

O rumo que a arte contemporânea tomará é um mistério para todos nós e uma fonte de discussão. Não temos a noção do limite da tecnologia muito menos o limite do pensamento, então o que podemos concluir é que essa incerteza apesar de subjetiva, é a motivação para a continuação da arte e da vida contemporânea.

28 outubro, 2008

LINHA DO TEMPO

Filed under: Início — Massa @ 9:08 am

Arte Moderna e as Vanguardas Artísticas

Realismo  ——————  Naturalismo

(1850)                   (1880)

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Impressionismo

(1874)

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Pós -Impressionismo

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(Van Gogh)                          (Seurat)    (P. Gauguin)          (Matisse)    (Klint / T. Lautrec)   (Cezanne / Braque e Picasso)

Expressionismo        pontilhismo     simbolismo         Fovismo       art noveau            Cubismo

(1905)                (1886)    (1890)                          (1905)                         (1880)          (1907)

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Die Bruke      Der Blaue Reiter                 Abstracionismo

Your browser may not support display of this image.Your browser may not support display of this image.Your browser may not support display of this image.Your browser may not support display of this image. (1909) (1911) (1910)

Futurismo

(1909)

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Informal                   Geométrico               Dadaísmo

      • (1915)
      • Your browser may not support display of this image. * Tachismo                           *  Neoplasticismo
      • * Grafismo                                  (De Stijl)
      • * Orfismo
      • * Raionismo                          * Suprematismo
      • (Construtivismo Russo)
      • Surrealismo (1920)

27 outubro, 2008

O Vazio foi ocupado!!!

Filed under: Início — Massa @ 2:05 am

Há cerca de seis meses estamos escutando e discutindo a polêmica decisão dos curadores da 28ª Bienal de São Paulo, a curadoria optou por deixar o segundo andar do prédio projetado por Oscar Niemeyer vazio.

Desde o ataque ao Centro Universitário Belas Artes e à Galeria Choque Cultural, arquitetado pelo ex-aluno Rafael Augustaitiz, vulgo Pixobomb, que em suas palavras afirmava que almejava “discutir a arte e seus limites”, temos o conhecimento de sua ambição de realizar tal ato, uma vez que o artista não se intimidava em divulgar suas idéias em sites de relacionamento.

A pergunta que não cala é: Até que dimensão vão deixar chegar isso? Uma vez que neste momento o feito deve estar com uma repercurssão internacional!

Bienal sofre ataque de 40 pichadores no dia da abertura

No dia da inauguração do evento, prédio sofre ação de vândalos que picharam as paredes do segundo andar

SÃO PAULO – Neste domingo, às 19h35, primeiro dia de visitação aberta ao público da 28.ª Bienal de São Paulo, um grupo formado por cerca de 40 pichadores invadiu o pavilhão no Parque do Ibirapuera e pichou parte de seu segundo andar, durante o visitação. Nesta edição da mostra, o segundo piso do prédio foi mantido propositalmente vazio e mesmo antes da inauguração ganhou o apelido de Bienal do Vazio. Os pichadores aproveitaram-se desse fato para no local fazer seu protesto, preenchendo as paredes com frases do tipo: “Isso que é arte.” “Abaixa a ditatura.” “Fora Serra.” Além dos nomes das gangues, como eles mesmo se denominam, Susto, 4 e Secretos.

Dos cerca de 40 pichadores, apenas uma jovem de 23 anos foi detida. Ela foi levada para o 36º DP, na Rua Tutóia. Houve tumulto no prédio. A ação já estava prevista pela Curadoria e organização do evento, que disseram anteriormente terem tomado providências para que a pichação não ocorresse no prédio. “Entramos pela porta. Normal. Conseguimos. A segurança é merda”, disse a menina detida que não quis se identificar. “É o protesto da arte secreta.” Segundo ela, vários grupos estavam envolvidos na invasão e esta foi uma continuidade das ações de protesto que ocorreram neste ano na Faculdade de Belas Artes e na Galeria Choque Cultural, lideradas pelo artista Rafael Guedes Augustaitiz, o PixoBomb. Virão outras.

Os demais pichadores saíram no meio do tumulto se misturando aos outros visitantes da mostra, quebrando vidros do prédio. E conseguiram escapar. Até que a Polícia Militar chegasse só depois das 20 horas. Os visitantes que estavam dentro do prédio tiveram de permanecer ali e ninguém mais pôde entrar. Segundo o artista Ricardo Basbaum, que estava no local quando ocorreu a pichação, “a Bienal tem de saber lidar com isso”. “É um modo de expressão em estado bruto. Não acho graça. Acho feio, mas é parte da sociedade. E a Bienal tem de estar aberta para a sociedade”, afirmou.

A Bienal lamenta profundamente e repudia o ato de vandalismo e ainda não se sabe o que será feito com as pichações. Não sabem ainda se o piso será pintado ou não. Apesar do incidente, o dia foi de intensa movimentação, com exposição aberta desde as 10 horas. Às 21 horas, foi realizado o show da banda Fischerspooner, com atraso de meia hora.

Fonte: Camila Molina

http://www.estadao.com.br/arteelazer/not_art267070,0.htm

24 outubro, 2008

Próximo Seminário (23/10)

Filed under: Início — Massa @ 10:02 am

O post abaixo é uma contribuição do 2º grupo, relativo ao segundo seminário que teve sua apresentação adiada para o dia 30/10  e será apresentado pelos alunos: Camila Teresa da Silva, Débora Freitas, Letícia Baldan, Mariana Oliveira, Silvio., Tatiana Rovida e Thaissa Danielle Favarro.

“…Na origem há uma revolta moral: numa sociedade que aceita o genocídio, os campos de extermínio, a bomba atômica, não é possível que, simultaneamente, produzam-se atos criativos.A guerra é o aspecto culminante da destruição sistemática e organizada, do fazer-para-destruir de uma sociedade que se autodefine “de consumo”.

Há aí uma antítese entre consumo e valor: em toda a sua história, a arte é um valor que se frui, mas não é consumido. Uma arte que se consome ao ser fruída, como um alimento que se come, pode existir ou não; em qualquer caso, será algo inteiramente diverso de toda a arte do passado. Dizer que a arte morreu ou está em vias de morrer não significa que tenha ocorrido ou esteja aproximando a “morte da arte”, preconizada por Hegel como dissolução final do conhecimento intuitivo da arte no conhecimento científico ou filosófico. A arte certamente procurara “se racionalizar”, sacrificando-se como arte para contribuir na formação de uma civilização absolutamente racional: fora rejeitada por uma sociedade cada vez menos racional e mais disposta a aceitar o arbítrio do poder. Tampouco pode-se falar de morte da arte no sentido em que Nietzsche falava da morte de Deus: a arte não é uma entidade metafísica, e sim uma modalidade histórica do agir humano. A arte teve um princípio, e pode ter um fim histórico. Tal como as mitologias pagãs, a alquimia, o feudalismo, o artesanato são finitos, a arte pode acabar. Mas ao paganismo sucedeu-se o cristianismo, à alquimia a ciência, ao feudalismo as monarquias e, depois, o Estado burguês, ao artesanato a indústria: o que pode suceder a arte?”

O segundo seminário que acontece no dia 23 de outubro tem como ponto de partida o pós-guerra. Isso implica em algumas crises no âmbito da arte, assim como no âmbito da política. Logicamente se tratando de arte norte-americana e européia, pois ao se tratar de Brasil não se pode dizer que a história foi paralela aos grandes centros políticos-culturais do mundo.

Enquanto a Europa estava destruída, e ao mesmo tempo servindo de vitrine do capitalismo e do socialismo, os norte-americanos e a união soviética polarizaram o mundo de acordo com seus respectivos regimes políticos. Isso não poderia ser diferente na arte. Os movimentos noevanguardistas surgiram acompanhando a euforia de um país vitorioso na política, poderoso na economia, mas ainda em formação na cultura. O governo dos Estados Unidos juntamente com suas grandes indústrias patrocinavam incentivavam a criação de inúmeros centros universitários, assim como os museus.

Na Europa a arte não parou, como centro das influências capitalistas norte-americanas e socialistas da União Soviética encontraram-se muitos movimentos de ambas as influências.

Os movimentos e artistas internacionais que se destacaram do pós-guerra à década de 70 foram (a listagem de movimentos e artistas seguem uma ordem basicamente cronológica e mistura países distintos): arte bruta (Jean Dubuffet, André Breton,crítico) ; arte existencial (Francis Bacon, Alberto Giacometti); abstração orgânica (Henry Moore); arte informal (M. Tapié, Hans Hartung); expressionismo abstrato (Willem de Kooning, Mark Rothko, Jackson Pollock, David Smith); CoBrA; arte cinética (Alexander Calder, László Moholy-Nagy); neodadá (Robert Rauschenberg, Jasper Johns); novo realismo (Yves Klein); assemblage; arte pop (Andy Warhol, Roy Lichtenstein, Davis Hockney); arte performática – happening (Yves Klein, Julio Le Parc); Fluxus (Yoko Ono, George Maciunas); arte op (Victor Vasarely); abstração pictórica (Frank Stella); minimalismo (Donald Judd); arte conceitual (Joseph Kosuth, Joseph Beuys); body art.

No Brasil o movimento concretista surgiu a partir da I Bienal de São Paulo, seu principal crítico foi Mário Pedrosa e os principais representantes do grupo Ruptura em São Paulo foram: Augusto de Campos, Haroldo de Campos, Décio Pignatari foram Waldemar Cordeiro, Geraldo de Barros, Luis Sacilotto, entre outros. E os principais representantes do Grupo Frente no Rio de Janeiro foram: Ivan Serpa, Abraham Palatnik, Lygia Clark, entre outros.

Em contraposição ao concretismo o crítico Ferreira Gullar liderou movimento neoconcreto. Com a participação de alguns artistas do grupo Frente seus principais representantes eram: Amílcar de Castro, Lygia Clark, Lygia Pape, entre outros.

Com o golpe militar em 1964 os movimentos artísticos tomaram para si a oposição à repressão e o autoritarismo político vigente na época. O tropicalismo, movimento que começou com as canções de Caetano Veloso e Gilberto Gil, influenciou tanto o teatro de José Celso Martinez, como o cinema de Glauber Rocha. Nas artes plásticas o tropicalismo dialogou com a exposição Nova Objetividade Brasileira realizada por Hélio Oiticica e outros importantes artistas brasileiros.

Juntamente com a Nova Objetividade surgiram os movimentos Nova Figuração e Novo Realismo. A nova figuração teve influência do movimento internacional Phases e no Brasil foi articulado pelo crítico Walter Zanini que reuniu os artistas como Wesley Duke Lee, Flávio Chiró, entre outros. O novo realismo se deu a partir da exposição Opinião 65, que posteriormente se tornou o grupo Proposta 65 articulado por Waldemar Cordeiro e representado por artistas como Hélio Oiticica, Mário Schenberg, entre outros.

Mas a arte brasileira não se concentrava apenas no eixo Rio-São Paulo, em outros estados a arte vigorava com grandes representantes como Gilvan Samico, Iberê Camargo, Siron Franco, Mario Cravo Neto, entre outros. Por iniciativa de estados como a Bahia, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Distrito Federal, o foco da arte se descentralizava, no IV Salão de Arte de Brasília os artistas João Câmara, Anchises Azevedo e Héio Oiticica ganharam o prêmio que teoricamente seria dado a um artista somente, isso em detrimento da heterogeneidade e da qualidade da produção artística brasileira, foi nesse mesmo salão que Nelson Leiner foi selecionado com a obra Do Porco Empalhado ou Dos Critérios da Crítica, que repercutiu e ainda repercuti grandes discussões sobre a arte, o que é arte e o que pode suceder a arte?

Bibliografia

ARGAN, G. C. Arte Moderna: do Iluminismo aos Movimentos Contemporâneos. São Paulo: Companhia das Letras, 1992, pp. 508 a 510.

DEMPSEY, Amy. Estilos, Escolas e Movimentos. São Paulo: Cosac Naify,2003.

RIBEIRO, Marília Andrés. Neovanguardas: Belo Horizonte – anos 60. Belo Horizonte: C/ Arte, 1997.

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